As pulseiras fitness nem sempre ajudam nos exercícios

Quais são as razões pelas quais alguns dispositivos façam com que seus usuários não só não melhorem em seus exercícios como ainda façam menos que antes?

Entre as múltiplas funcionalidades e usos que têm as inovações tecnológicas estão aquelas criadas exclusivamente para a atividade física. Gadgets que oferecem possibilidades como saber a quantidade de calorias queimadas ou dispor de um sistema de medição para calcular a distância, a velocidade e o ritmo cardíaco. Invenções como essas atacam especialmente o público jovem.

Entre esses produtos se encontram as pulseiras fitness. Estes dispositivos inteligentes oferecem diversas possibilidades para treinar e incrementar seu rendimento. Entretanto, apesar das vantagens que podem trazer, um estudo demonstrou que nos adolescentes e crianças menores elas geram o efeito exatamente oposto.

pulseiras fitness

Notando um incremento da demanda destes rastreadores de atividade portátil no último ano, foi realizada uma análise da influência das pulseiras nas crianças na hora do exercício. O objetivo foi explorar se essas tecnologias que prometem um estilo de vida saudável impactam na motivação dos adolescentes para a atividade física.

Participaram desse estudo quase 100 estudantes de ambos os sexos, todos em idade escolar. Eles tiveram que utilizar a pulseira (da marca FitBit) durante oito semanas. E as conclusões são relevantes, já que os especialistas afirmam que os wearables provocam uma queda de rendimento nos exercícios.

As características do produto, que fomenta a competição entre companheiros gerou neste grupo específico uma queda na motivação, maior desconexão entre os amigos, maior pressão para igualar a performance de seus pares – e causando um sentimento de culpa nos casos em que as metas não foram alcançadas–  e diminuição na autonomia, por não poder escolher como e quando fazer exercício. Em alguns casos foi claro o tédio dos envolvidos.

Não havia um desejo claro para que os participantes fossem mais ativos por contra própria, criando seus objetivos ou para divertir-se. A motivação era exclusivamente vencer seus companheiros. O aplicativo influiu negativamente na percepção do que significa ser competente na atividade, porque estes objetivos predefinidos não eram relevantes para as necessidades individuais.

Os resultados da pesquisa sugerem que a comparação entre pares foi um fator chave para enterrar os níveis de competência e motivação por conta própria. A conclusão é que a tecnologia digital seria melhor utilizada pelos professores de educação física para proporcionar metas individuais personalizadas aos alunos, ao invés de obrigá-los a uma comparação com outros em objetivos genéricos.

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