Os jogadores de games de ação podem ficar menos inteligentes

Os videogames sempre foram alvos de críticas e poucas vezes vistos como algo benéfico. Há mais textos falando sobre como são prejudiciais que o contrário.

Segundo um estudo, os jogadores que apreciam mais o gênero “ação” possuem menor matéria (massa) cinzenta no hipocampo, que é uma parte muito importante do cérebro. O esgotamento do hipocampo pode derivar em doenças como a depressão e o Alzheimer. Foi demonstrado que os videogames beneficiam certos sistemas cognitivos no cérebro, principalmente relacionados com a atenção visual e a memória a curto prazo, mas também encontramos evidência do quanto isso pode ter um impacto negativo no hipocampo.

videojuegos

Mediante uma análise cerebral dos jogadores acostumados com os jogos de ação e comparado com o das pessoas que não jogam videogames, a pesquisa trouxe como resultado que os jogadores possuíam menos matéria cinzenta no hipocampo, resultado que tem correspondência com o uso desse tipo de entretenimento.

O hipocampo é encarregado da memória espacial e a episódica. Por outra parte, temos o corpo estriado, que possui uma área chamada núcleo caudado, que funciona como una espécie de contrapeso para o hipocampo e nos ajuda a saber a hora de comer, dormir, beber e até ter relações, entre outras tarefas. Um 85% dos fãs de videogames usam esse núcleo caudado quando jogam, fazendo assim com que o hipocampo não tenha trabalho enquanto estamos jogando, podendo até se atrofiar. O estudo envolveu 100 pessoas, que jogaram durante 90 horas alguns jogos como Call of Duty até Super Mario.

Chegando na questão do gênero, os jogos de estratégia lograram um aumento da massa cinzenta do hipocampo, assim contribuindo para melhorar esta zona do cérebro, o contrário do que aconteceu com os jogos de ação.

Deixe uma resposta